quarta-feira, 12 de abril de 2017

OUTLANDER CHEGA À NETFLIX E À SEGUNDA TEMPORADA



Ela começou como uma série obscura baseada numa série de livros para moças de Diana Cabaldon. Depois da primeira temporada, começa a abrir suas asas para voos maiores, ganhando popularidade e uma legião crescente de fãs. No Brasil, ainda é um fenômeno tímido, já que a série só chegou na Netflix há pouco tempo, mas a beleza da série pode atrair uma legião crescente de fãs se for descoberta.



Produzida pela Star, Outlander é uma série lenta, elegante, bela e muito chique. Adaptação do livro homônimo de Diana Cabaldon, ela conta a história de Claire, uma enfermeira que atuou na Segunda Grande Guerra e que, tentando reconectar com o marido depois de tanto tempo separados, é arrebatada por um lugar mágico, um círculo de pedras chamado Craigh na Dun. Ela se vê então em meio a uma briga entre soldados britânicos de casacas vermelhas e rebeldes escoceses, cerca de um século antes de seu tempo.



Claire (Beauchamp) Randall (Caitriona Balfe) é uma mulher inteligente e vai lidando com a situação como pode, usando as informações que ela tinha através do marido, um professor de história que estudava a história da própria família.
Salva de um estupro, ela acompanha como cativa o grupo escocês rebelde, onde ajuda mais de uma vez um jovem, Jamie “Lindo de Morrer” McTavish (Sam Heughan), que passa a lhe dedicar especial atenção. 


Com medo de dizer a verdade e ser queimada como bruxa, nossa heroína tem que ir driblando as suspeitas dela ser uma espiã inglesa, ganhar a confiança dos homens do clã Mackenzie e chegar até o círculo de pedras de Craigh na Dun, onde ela espera poder voltar para o seu tempo e para seu marido, do qual nunca se esquece.

Sim, é uma série para meninas. Sim, tem porrada, sangue, tiros e briga na taverna, então os meninos não terão muito do que reclamar. Sim, tem mocinha pelada para alegria dos homens. E SIM, tem mocinho pelado para alegria das mulheres. Ou seja, é uma série que agrada gregos e troianas!

O visual é muito bonito, com belas paisagens e linda fotografia, e aproveitamos para conhecer mais a Escócia e um pouquinho de sua história.



Agora, atenção! A série manda sinais de algo que vai acontecer, mas a gente meio que não nota muito. No final da primeira temporada, uma cena de violência com pitadas de erotismo chocou fãs (algo tipo Uma Guerra de Luz e Sombras), especialmente os homens. A coragem de levar para as telas essa parte da história com crueza e bom gosto, uma combinação dificílima, foi bem recebida e agora a legião de fãs quer mais (embora alguns ainda estejam abraçados aos joelhos balançando no escuro de olhos arregalados).

SEGUNDA TEMPORADA



A segunda temporada ainda não chegou na Netflix, mas já pode ser encontrada nos torrents da vida. Logo nos primeiros momentos, somos surpreendidos por uma Claire que volta para os anos 1940, caindo em desespero ao perceber que deu tudo errado.
Tão chocados quanto ela, vamos acompanhar em flashback o que aconteceu depois que o casal chegou à França, determinado a impedir a Revolução Jacobita. Conhecemos a corte francesa, o Conde de Saint Germain (aqui pintado como um vilão bonitão), até que no meio da temporada voltamos para a Escócia. A abertura, antes em francês, volta para o inglês, e as Terras Altas contam a história da revolução que acabaria com o estilo de vida e governo dos escoceses.

Conhecemos novos personagens, reencontramos velhos amigos, nos despedimos de alguns deles e curtimos os cenários, a história, a beleza e o figurino belíssimo. A viagem continua valendo a pena! Ah, a terceira temporada vem aí!


Eddie Van Feu é jornalista e escritora e adora viagem no tempo. Seu primeiro livro, O Portal, conta a história de uma moça tímida que viaja para o século XVII e se apaixona por um padre acusado de bruxaria. É claro que Eddie tinha que amar Outlander!

Um comentário:

Fabio Arthur disse...

Ótima análise. Vou assistir